Quem Somos

Pouca gente sabe, mas, muito antes de existir qualquer movimento gay organizado no Brasil, a Turma OK, fundada no início dos anos 60 no Rio, já funcionava a todo vapor.

A Turma OK nasceu, como essas pequenas coletividades, numa das costumeiras reuniões que se realizavam semanalmente ou, no máximo, de 15 em 15 dias, no apartamento de Antônio Peres, no Edifício Varsóvia, situado na rua Almirante Tamandaré. Exatamente no dia 13 de janeiro de 1961.

É o mais antigo grupo gay do Brasil, e se mantém ativo produzindo eventos culturais e promovendo a camaradagem entre os participantes.

Foram fundadores da Turma OK  Antônio Peres, Maria Amélia, Nyhlmar Amazonas Coelho, Itamar Dias Soares, Lisandro de Matos Peixoto, o cantor Osny José, Marlene Filardi, o cantor Carlos Chagas, Leo Acyr Teixeira, Renê Patino, Djalma Alves de Souza e Francisco de Assis.

Evidentemente, o grupo não nasceu com nome. O batismo veio depois, por sugestão de Nyhlmar Amazonas Coelho – Turma OK – que recebeu a aprovação da unanimidade dos sócios.

A atividade da Turma consistia em reuniões nas quais, primeiramente, eram lidos os jornaizinhos, brincadeiras tipo “pêra, uva ou maçã ”, jogos da verdade, berlinda, etc. A bebida das festinhas era o tradicional Cuba Libre, acompanhado de salgadinhos.

No início se revezavam, e as reuniões eram cada semana no apartamento de um deles. Como se fosse apenas um grupo de amigos heteros se reunindo. E quando acontecia alguma performance, aplaudiam apenas com o estalar dos dedos, pois bater palmas chamaria a atenção da vizinhança, aguçando a curiosidade alheia. Naquela época o mar não estava para peixe “havia muito machismo, e as reações das pessoas ao saber que alguém era gay eram bastante violentas” denuncia o Sr. Paulo Mello, um dos sócios fundadores.

Dar pinta ou usar roupas moderninhas, nem pensar. Freqüentar lugares gays, era complicado. Além de barra pesada do próprio público, haviam batidas policiais que invadiam os locais, e os gays, além de humilhados e surrados (prática comum até recentemente quando em 96, a boate Le Boy, em Copacabana, foi invadida e o público esculachado e esbofeteado pela polícia), ainda corriam o risco de serem levados presos, passarem a noite nas delegacias, e sofrerem chantagem por parte dos policiais, que ameaçavam ligar e “entregar” os rapazes de boa família aos seus pais.

De 1961 a 1969 a Turma OK funcionou regularmente, as reuniões continuavam sendo nos apartamentos.

O segundo período fértil da Turma OK iniciou-se em meados de 1962, com a incorporação de um grupo de pessoas, quase todas moradoras de Copacabana, que era carinhosamente chamado de grupo da Zona Sul. Faziam parte desse grupo Carlos Miranda, Agildo Guimarães, Zozô, José de Assis, Sérgio Fernando e outros.

Nessa época foi realizado o primeiro concurso dos Dez Mais do Ano.

Essa fase estendeu-se até 1964, quando, por motivos ligados aos problemas de cada um, e, por que não dizer, ao medo que nos infundia a situação repressiva inaugurada pela “Redentora” ( a malfadada revolução de 1964) a Turma foi se desarticulando, caindo num recesso de aproximadamente 13 anos.

Em 69, quando criaram o AI 5 que suspendia todas as garantias individuais dos cidadãos, a situação ficou difícil. Havia muita vigilância (naquela época, qualquer grupo reunido já era considerado suspeito) desconfiança e medo. Além disso, muitas rixas surgiram no meio, e fizeram com que o grupo se dispersasse

Mas em 1972 um dos antigos sócios reuniu novamente os amigos e abriu as portas de sua casa para as reuniões: a Turma OK voltou a existir.

O terceiro grande período da Turma OK, o período de ouro, iniciou-se em 1977, sob o comando de Edson Matos e Renê Patiño.

A Turma OK não é um grupo de militância gay, nem mesmo uma boate ou bar gay, é um clube social, estritamente familiar, na tradição carioca gay do centro do Rio. Fazem parte daquele cenário, assim como estão a Gafieira Estudantina, o Bar Luis e o Clube do Bola Preta. É uma verdadeira confraria gay, localizada na Lapa.

Se existe lugar que pode ser chamado de mix é a Turma OK. Ali podemos ver gays de todas as idades e estilos, muitas mulheres, heteros e alguns travestis, todos numa convivência pacífica e harmoniosa. Talvez seja o único local onde as mães vem aplaudir seus filhos gays nos shows, ou os filhos vem acompanhados das namoradas, ver os pais montados fazendo dublagem. O segredo desse delicado equilíbrio pode ser traduzido em uma só palavra, repetida inúmeras vezes, em depoimentos: Respeito.

Em 1984 a Turma OK recebeu um de seus maiores entusiastas e benfeitores. Naquele ano foi eleito Presidente do grupo Anuar Augusto de Farah y Jaber que conduziu os destinos do grupo até 1988..

Anuar Farah esteve afastado da Turma por 10 anos. Nesse período a associação foi dirigida por José Luiz Adolpho Ferreira Bahiana, José Rodrigues de Souza, Gilberto Costa Ribeiro, Agildo Bezerrra Guimarães, Roberto Andrade, Adalberto Fonseca Filho, os quais, cada um a seu modo, imprimiram grande impulso à Turma OK.

Finalmente, retornando aos quadros da sociedade, foi Anuar eleito Presidente da casa em 1998, ocupando esse cargo, até outubro de 2006, no segundo mandato.

Apesar de existir há tempo e ser pioneira na cena gay brasileira, a Turma OK é desconhecida do grande público gay carioca. Aberta aos interessados, mas discreta, e sem querer crescer, a sua receita de sucesso é o oposto “Nós existimos durante tantos anos por que não aparecemos na mídia, além dos sócios, recebemos apenas os convidados” afirmava Anuar Farah.

Após, voltou à direção Adalberto Fonseca Filho, até as eleições de 2008.

Em seguida presidiu a Turma OK Luis Augusto.

Atualmente preside Benito Falbo.



Programação

Os "flyers" da Turma OK são gentilezas de Áquila Ribeiro (8106-4948). As fotos e vídeos também são de Áquila Ribeiro. Contamos também  com a luxuosa colaboração de Jorge Bharoum.

Cabeças Coroadas

Eleitos em disputados concursos. Nos encantam com sua beleza e talento. Atuam em números cada vez mais elaborados e originais, enriquecendo a tradição da Turma OK.

Inauguração do novo espaço-Abril 2013
Sky Drag-Drag OK 2013

Veja os vídeos dos nossos projetos clicando aqui:

Miss Beleza Gay Brasil /2014


Saia do Armário


Concurso de Andróginos

Pai do ano- Fernando Medeiros

The Best -Cacau Niemayer

Evento realizado por Carlos Salazar. A vencedora foi Adma Shiva  

A Turma OK nasceu  no Edifício Varsóvia, situado na rua Almirante Tamandaré. Exatamente no dia 13 de janeiro de 1961.

De 1961 a 1969 a Turma OK funcionou regularmente, as reuniões continuavam sendo nos apartamentos.

Em meados de 1962, houve a incorporação de um grupo de pessoas, quase todas moradoras de Copacabana, que era carinhosamente chamado de grupo da Zona Sul. Fazia parte desse grupo Carlos Miranda, Agildo Guimarães, Zozô, José de Assis, Sérgio Fernando e outros.


Nesse período as reuniões passaram a ocorrer não só na casa do Peres, mas também na residência do Carlos Miranda, na Rua Ministro Viveiros de Castro, no apartamento do Lisandro de Matos Peixoto, na Rua Marquês de Abrantes e o de José de Assis, na Av. N. Sra. de Copacabana.


Em 1972 um dos antigos sócios reuniu novamente os amigos e abriu as portas de sua casa para as reuniões: a Turma OK voltou a existir.


Naquela época, o tamanho do grupo não permitia mais fossem as reuniões realizadas em apartamentos. Utilizávam, então, as dependências do Clube 1º de Maio, em São Cristóvão, por deferência de seu Presidente, Sr. Milton Botelho, ou o Cabaré Casanova, por gentileza de seu proprietário, Sr. Nilson Salgueiro.



Por fim, acharam um espaço para reuniões, na rua do Resende, 43, no Centro da cidade. Num antigo casarão de três andares, onde anteriormente funcionava um espaço cultural dedicado às artes plásticas, e fixaram sede, desde abril de 1982. À partir de 2008 estiveram na rua do Resende,43 -Centro – RJ.


Em 2013, após uma série de dificuldades, financeiras, inclusive, a Turma Ok perdeu esse espaço e quase se viu obrigada a parar de funcionar.

Por conta de um enorme esforço de um grupo abnegado, conseguiu alugar o imóvel onde está atualmente.


Funcionando como um clube, a Turma OK se mantém com contribuições dos associados. Possui um quadro social que não é maior que 100 sócios contribuintes, entre homens, mulheres, e recentemente também participam alguns transexuais, todos têm uma carteirinha de sócio, e pagam a mensalidade de 35 reais por mês. Durante o fim de semana, cobram uma entrada para os não-sócios, e faturam também com o bar-restaurante, que funciona à noite durante os shows. Também contribuiu para sustentar a casa, o bingo, que lota de pessoas, aos domingos (atualmente suspenso). Além de gays, o público do evento é composto principalmente por senhoras, que vem com suas amigas, maridos e filhos. Com esse dinheiro pagam as despesas e montam os espetáculos e as festas.


A Turma OK tem atividades sociais e culturais únicas, que dão um charme especial ao local: shows, festas, concursos de fantasias, espetáculos musicais e de teatro, são exibidos nos fins de semana. Das segundas às quintas feiras, o espaço é usado para ensaio dos espetáculos, e para um curso de teatro, custeado pela entidade, e aberto a quem quiser participar. Aos domingos programam os almoços de confraternização. Neles, quituteiros gays de mão cheia fazem pratos deliciosos, quem já comeu a moqueca de peixe com camarão, seguida de um quindim de bandeja dali nunca esquece.

Os Okeis criaram um surpreendente Talk-Show, que acontece sempre no segundo domingo do mês, quando convidam uma celebridade gay friendly para uma entrevista. É apresentado um espetáculo em homenagem ao artista, recriam suas cenas da TV ou dublam suas músicas. Gilles comanda este projeto. Desse evento já participaram um elenco de celebridades e artistas de tirar o fôlego: Scarlete Moon, Claudia Raia, Natalia Thimberg, Marlene, Luis Salém, Simone, Christiane Torloni, Sandra de Sá, Silvia Pfeiffer, Emilio Santiago,Leda Nagle, Ari Fontoura, Lucinha Lins, Araci Balabanian, Ivana Domênico, Jorge Aragão, Berta Loran, Adelaide Chiozzo, Elza Soares, Cláudio Lins, Luma de Oliveira, entre outros. Atualmente não vêm acontecendo e função do estado de saúde Gilles..

Mas a grande curtição dos sócios da Turma OK são os shows de dublagem. Hoje em dia, esse tipo de show não tem para as novas gerações, a importância que teve para os fundadores da Turma OK. No início dos anos 60, não existia qualquer tipo de manifestação cultural dentro da comunidade homossexual brasileira.


Não havia militância gay, nem um gueto livre com bares, boates, saunas. Não era possível encontrar uma leitura disponível como jornais e revistas gays, nem eram feitos filmes ou séries de televisão com temática (pró) homossexual. Ninguém imaginava que um dia iria existir a internet, e as pessoas teriam em contato umas com as outra, em qualquer parte do mundo.


Estavam todos emparedados. E a única expressão cultural gay era possível eram esses shows de dublagem. Hoje quando os Okeis homenageiam os ídolos como Carmem Miranda, Bette Middler ou Madonna, estão celebrando a cultura gay, e afirmando sua própria inserção dentro da sociedade. A dublagem é uma tradição cultuada pelo grupo.


Só que no caso deste clube, os espetáculos são superproduzidos. Num pequeno palco acontecem coisas de deixar o público boquiaberto. Isso acontece por uma simples razão: o time dos que trabalham nestes espetáculos conta com grandes profissionais do show business e da TV, que participam gratuitamente, só pelo prazer de fazer um espetáculo muito bacana.


Pessoas como Elísio Filho, ator, faz a coreografia, e juntamente com Zé Carlos inventa a bela cenografia. Luis Gaya, cabeleireiro da Globo, é ator performático. Gilles, um dos mais importantes profissionais de make-up do Brasil, ajuda na produção do vizoo. Os espetáculos são dirigidos por Márcio Azevedo, assistente de produção de elenco da Globo, que monta com talento todos os shows, além de ser um Cult DJ, capaz de desencavar as referências mais remotas da cultura musical gay brasileira e internacional, e tocá-las para o público dançar. Atualmente com a saída de alguns desses integrantes, surgiram outros como que tomara para si o propósito de continuar esssa tradição.


Nossa sede localiza-se `a Rua do Senado, 208-Centro-RJ. Na atualidade, contamos com o TBOK – Teatro Bar OK – que em épocas passadas sem essa denominação apresentou várias peças e montagens, com diversos diretores e artistas: Osmar Flores – “O sábio de Siracusa”, “Xeque Mate Mamãe”, “O Sagrado e o Profano”, “Solidão Bar Solidão”; Aristeu Ladeira – “O Homem com a Flor na Boca”, de Luigi Pirandello – Hélio Fonseca – “Feliz Ano Novo”, “A Cama”; José Rodrigues – “Bastidores”, “Tudo em Volta da Mesa”.


Não podemos nos furtar em citar um dos grandes diretores teatrais criados dentro da Turma OK, Dom Carlos, que dentre outros projetos dirigiu “Bastidores”, que foi encenado no Teatro Gonzaguinha – Centro de Artes Calouste Gulbenkian. Ele, Dom Carlos foi grande baluarte das artes da Turma OK, onde promoveu grandes festas, tendo se destacado como grande apresentador e personalidade ímpar inserido em nossa associação.


Hoje o palco da OK retomou a arte teatral realizando Oficinas de Teatro a qual revelou atores e atrizes promissores, e vem realizando no campo das artes cênicas peças teatrais. Com a formação do CTOK – Companhia de Teatro OK, já tivemos “Chá só para as tias” de J. A. Santa Rosa, e “O Noviço” de Martins Pena, com a direção do professor Luiz Oswaldo Cunha, que também faz parte do quadro social da Turma OK.


Enfim, a Turma OK segue o seu caminho com garbo e altivez. Acolhendo novos talentos, sem desprezar os antigos. E caminha firme, cada vez mais viva e atuante.


Os Okeis criaram um surpreendente Talk-Show, que aconteciam sempre no segundo domingo do mês, quando convidavam uma celebridade gay friendly para uma entrevista. Era apresentado um espetáculo em homenagem ao artista, recriavam suas cenas da TV ou dublavam suas músicas. Gilles (Tula Morgani) comandava este projeto. Desse evento já participou um elenco de celebridades e artistas de tirar o fôlego: Scarlete Moon, Claudia Raia, Natalia Thimberg, Marlene, Luis Salém, Simone, Christiane Torloni, Sandra de Sá, Silvia Pfeiffer, Emilio Santiago,Leda Nagle, Ari Fontoura, Lucinha Lins, Araci Balabanian, Ivana Domênico, Jorge Aragão, Berta Loran, Adelaide Chiozzo, Elza Soares, Cláudio Lins, Luma de Oliveira, entre outros. Infelizmente não mais acontecem já que Gilles nos deixou. Essas celebridades e outras que freqüentaram ou freqüentam a Turma OK, fazem parte do Nosso Álbum. Essa coleção acontece em virtude da colaboração dos sócios que cederam e cedem suas fotos.

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Curta metragem-53 anos da Turma OK

A Turma OK não é um grupo de militância gay, nem mesmo uma boate ou bar gay. É um clube social, estritamente familiar, na tradição carioca gay do centro do Rio. Faz parte daquele cenário, assim como estão a Gafieira Estudantina, o Bar Luis e o Clube do Bola Preta. É uma verdadeira confraria gay, localizada na Lapa.

Rainha da Turma OK

Endereço:R.do Senado, 208 - Centro -RJ

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Para problemas ou perguntas a respeito da Turma OK, contate Jorge Bharoum(jbharoum@gmail.com).

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Telefone:(21).:2507-4622


Lenna Ox - Musa OK 2013

Eleita na Fundição Progresso em festa memorável. O tema da festa - “Circus”- surpreendeu pela beleza e originalidade. Além  de eleita a Musa OK 2013, foi coroada a Musa das Musas Fabíola Fontinelli. A casa lotada e o sucesso da festa enche os OK´s de orgulho e felicidade.


Musa OK gisele rangel

Especial Álvaro e Ylona

Aniversário de Hilda

Aniversário da Turma OK

2014

MISS KATREVA TOK 2014 - SOFEIA LEITOSA.

A MADRINHA KATREVA TOK 2014 CLAUDIA PANTERA.

A MISS ANTIPATIA KATREVA TOK 2014 VALDETE NAVALHETE


Mãe do Ano - Marinéia

Como já foi amplamente divulgado a Chapa UNIÃO, constituída por Carlos Salazar como Presidente e Jose Carlos Ferreira Vieira como Vice foi aprovada por expressiva maioria dos sócios votantes, sendo portanto eleita para o novo período. Parabéns aos amigos!